Planejar uma viagem para a Islândia é se preparar para um país onde vulcões, geleiras, gêiseres e cachoeiras estão a poucas horas de carro uns dos outros. Com cerca de 400 mil habitantes e uma natureza que muda a cada curva da estrada, a ilha no Atlântico Norte se tornou um dos destinos mais procurados da Europa por quem busca paisagens fora do comum.
A Islândia foi colonizada por nórdicos a partir do fim do século IX. Em 930, os colonos fundaram em Þingvellir o Alþingi, uma das assembleias parlamentares mais antigas do mundo. O país tornou-se república independente da Dinamarca em 1944 e preserva até hoje uma forte ligação com as sagas medievais, a língua islandesa e as tradições ligadas à natureza.
Geologicamente, a ilha fica sobre a Dorsal Mesoatlântica, a fronteira entre as placas tectônicas norte-americana e euroasiática. É isso que explica a intensa atividade vulcânica, as águas termais e as fontes de energia geotérmica que aquecem casas e piscinas em todo o país. Cerca de 10% do território é coberto por geleiras.
A maior parte dos visitantes chega pelo aeroporto de Keflavík, perto da capital Reykjavik, e percorre ao menos parte da Ring Road (Rodovia 1), estrada de aproximadamente 1.300 km que contorna a ilha e conecta seus principais atrativos.
O que fazer na Islândia: principais pontos turísticos
Os atrativos abaixo estão organizados por região, seguindo o sentido mais comum de quem dá a volta na ilha. A maior parte deles faz parte do roteiro de 7 noites dos pacotes da Viajar Barato para a Islândia, que percorre a Ring Road com guia acompanhante.
Reykjavik
- Hallgrímskirkja: a igreja mais conhecida do país, com fachada inspirada nas colunas de basalto. Do alto da torre se tem uma vista panorâmica da cidade.
- Harpa: sala de concertos e centro cultural à beira do porto, famosa pela fachada de vidro em formato geométrico.
- Sólfar (Sun Voyager): escultura de aço em forma de embarcação viking, no calçadão à beira-mar.
- Laugavegur: principal rua de comércio, cafés e restaurantes do centro.
Para conhecer a capital com mais calma, veja também nossas ofertas para Reykjavik.

Círculo Dourado
Rota de cerca de 300 km (ida e volta a partir de Reykjavik) que reúne três dos atrativos mais visitados do país:
- Parque Nacional de Þingvellir (Thingvellir): Patrimônio Mundial da UNESCO, onde é possível caminhar entre as falhas que separam as placas tectônicas norte-americana e euroasiática. Também é o local histórico do antigo parlamento islandês.
- Área geotérmica de Geysir: o gêiser Strokkur entra em erupção a cada poucos minutos, lançando uma coluna de água quente a vários metros de altura.
- Gullfoss: a “Cachoeira Dourada”, que despenca em dois degraus para dentro de um cânion estreito.
Oeste e Norte: Borgarnes, Blönduós e Akureyri
- Borgarnes: pequena cidade no oeste, ligada às sagas islandesas. É um ponto de parada comum para quem segue rumo ao norte.
- Blönduós: vilarejo conhecido pela igreja de arquitetura moderna, com formas que lembram uma cratera vulcânica.
- Akureyri: considerada a “capital do norte”, fica às margens do fiorde Eyjafjörður e tem centro charmoso, jardim botânico e boa estrutura de restaurantes. Confira também as ofertas para Akureyri.
- Goðafoss: a “Cachoeira dos Deuses”, em formato de ferradura. Segundo a tradição, recebeu esse nome porque ídolos pagãos teriam sido jogados em suas águas por volta do ano 1000, quando a ilha adotou o cristianismo.
Região do Lago Mývatn
Uma das áreas vulcânicas mais impressionantes da Islândia, com atrativos concentrados em poucos quilômetros:
- Dimmuborgir: labirinto de formações de lava com trilhas sinalizadas.
- Grjótagjá: pequena caverna de lava com água termal azulada em seu interior (o banho não é permitido, por causa da temperatura da água).
- Víti: cratera vulcânica com um lago de cor turquesa no fundo, na área de Krafla.
- Skútustaðagígar: conjunto de pseudocrateras formadas por explosões de vapor quando a lava passou sobre áreas alagadas.
Leste: Cânion Stuðlagil e Banhos Vök
- Cânion Stuðlagil: cânion de colunas de basalto com um rio de tom azul-esverdeado. É um dos cenários mais fotografados do leste do país.
- Vök Baths: banhos geotérmicos com piscinas flutuantes no lago Urriðavatn, perto da cidade de Egilsstaðir.
Sudeste: Jökulsárlón e Praia dos Diamantes
- Lagoa glacial de Jökulsárlón: lagoa repleta de icebergs que se desprendem de uma língua da geleira Vatnajökull, a maior do país. É possível navegar entre os blocos de gelo em passeios de barco ou veículo anfíbio.
- Praia dos Diamantes (Diamond Beach): do outro lado da estrada, pedaços de gelo levados ao mar voltam à areia vulcânica preta e brilham como “diamantes”.
Costa Sul
- Skógafoss: cachoeira de cerca de 60 metros de altura, com uma escadaria lateral que leva a um mirante no topo.
- Seljalandsfoss: famosa pela trilha que passa por trás da queda d’água (leve capa de chuva: você vai se molhar).
- Reynisfjara e Vík: praia de areia preta com colunas de basalto e formações rochosas no mar. Bonita, mas exige atenção às ondas (veja a seção “O que evitar”).
Outros passeios populares
- Lagoas geotérmicas perto da capital: como a Blue Lagoon e a Sky Lagoon. Reserve com antecedência.
- Observação de baleias: com saídas de Reykjavik, Akureyri e Húsavík, principalmente no verão.
- Caça à aurora boreal: passeios noturnos guiados, entre setembro e abril.
- Cavernas de gelo e caminhadas em geleira: sempre com guia credenciado; as cavernas costumam ser visitadas no inverno.
- Península de Snæfellsnes: conhecida pela montanha Kirkjufell e por vilarejos de pescadores.
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Melhor época para ir à Islândia
Não existe uma única melhor época para ir à Islândia: cada período oferece uma experiência diferente. A escolha depende principalmente do que você quer ver (sol da meia-noite ou aurora boreal), do quanto pretende rodar pela ilha e do orçamento.
| Período | Vantagens | Desvantagens |
|---|---|---|
| Verão (junho a agosto) | Dias muito longos, com sol da meia-noite perto do fim de junho; clima mais ameno (em média entre 10 °C e 15 °C); estradas do norte e do leste mais acessíveis; época de papagaios-do-mar (puffins) e de observação de baleias. | Alta temporada: preços mais altos de hospedagem e passeios, atrativos lotados e necessidade de reservar com bastante antecedência. Não é possível ver aurora boreal. |
| Outono (setembro e outubro) | Início da temporada de aurora boreal; menos turistas que no verão; paisagens com cores de outono; preços costumam ser mais baixos. | Dias encurtando rapidamente; clima instável, com chuva e vento; algumas estradas de montanha começam a fechar. |
| Inverno (novembro a março) | Melhor período para aurora boreal, com noites longas; paisagens cobertas de neve; temporada das cavernas de gelo; tarifas de hospedagem geralmente menores. | Poucas horas de luz (em dezembro, cerca de 4 a 5 horas em Reykjavik); tempestades e estradas fechadas são comuns, especialmente no norte e no leste; dirigir exige experiência com neve e gelo. |
| Primavera (abril e maio) | Dias ficando mais longos; menos lotação; ainda há chance de aurora boreal no início de abril; chegada das aves migratórias. | Clima imprevisível, com neve possível até maio; algumas estradas e trilhas no interior ainda fechadas. |
Para quem quer dar a volta completa na ilha, o período entre o fim de maio e o fim de agosto é o mais indicado, porque as estradas do norte e do leste costumam estar em boas condições. Não por acaso, é nessa janela que acontecem as saídas dos nossos pacotes com roteiro pela Ring Road. Para quem prioriza a aurora boreal, o ideal é viajar entre setembro e março e concentrar a hospedagem no sul e em Reykjavik, com mais flexibilidade de roteiro.
O que evitar na Islândia
- Subestimar as ondas em Reynisfjara: a praia tem as chamadas “sneaker waves”, ondas que avançam muito mais do que as anteriores sem aviso. Mantenha distância da arrebentação e nunca fique de costas para o mar.
- Dirigir fora da estrada: o off-road é proibido por lei e sujeito a multas pesadas, porque danifica musgos e solos que levam décadas para se recuperar.
- Parar no acostamento da Ring Road para fotos: a estrada é estreita e muitas pontes têm uma só pista. Use apenas áreas de parada sinalizadas.
- Ignorar a previsão do tempo: o clima muda em poucas horas. Antes de pegar a estrada, consulte o serviço meteorológico islandês, as condições das estradas e os alertas do SafeTravel, site oficial de segurança para viajantes.
- Caminhar em geleiras ou entrar em cavernas de gelo sem guia: há fendas escondidas e risco de desabamentos. Esses passeios devem ser feitos apenas com empresas especializadas.
- Ultrapassar cordas e cercas em áreas geotérmicas: algumas fontes têm água fervente e solo instável.
- Tentar ver erupções vulcânicas por conta própria: a península de Reykjanes, perto do aeroporto, passou por erupções nos últimos anos. Siga sempre as orientações oficiais sobre áreas fechadas.
- Deixar para comprar bebida alcoólica depois: fora de bares e restaurantes, o álcool só é vendido nas lojas estatais Vínbúðin, com horário reduzido. O free shop do desembarque em Keflavík costuma ter preços menores.

Perguntas frequentes sobre viagem para a Islândia
Brasileiro precisa de visto para ir à Islândia?
Não. A Islândia faz parte do Espaço Schengen, e brasileiros podem entrar como turistas sem visto por até 90 dias a cada período de 180 dias. É necessário passaporte válido, e a imigração pode pedir comprovantes como passagem de volta, hospedagem, recursos financeiros e seguro-viagem.
Qual é a melhor época para ver a aurora boreal na Islândia?
A aurora boreal pode ser vista de setembro a abril, quando as noites são escuras o suficiente. As maiores chances acontecem em noites de céu limpo, longe das luzes das cidades. O fenômeno depende da atividade solar e do tempo, então nunca é garantido.
Quantos dias são necessários para conhecer a Islândia?
Com 4 ou 5 dias é possível conhecer Reykjavik, o Círculo Dourado e parte da costa sul. Para dar a volta completa na ilha pela Ring Road, o recomendado é ter entre 7 e 10 dias.
A Islândia é um destino caro?
Sim. A Islândia está entre os países mais caros da Europa, principalmente em alimentação, bebidas alcoólicas, aluguel de carro e passeios. Pacotes com hospedagem, café da manhã, traslados e passeios incluídos ajudam a prever melhor o orçamento.
É preciso alugar carro para viajar pela Islândia?
Não é obrigatório. É possível conhecer a ilha com excursões guiadas ou pacotes com transporte incluído. Quem prefere dirigir deve escolher o tipo de carro conforme a época, respeitar os limites de velocidade e acompanhar as condições das estradas diariamente.
Qual moeda levar para a Islândia?
A moeda oficial é a coroa islandesa (ISK). Cartões de crédito e débito são aceitos em praticamente todos os lugares, inclusive em pequenas compras, por isso não é necessário levar muito dinheiro em espécie.
Dicas de viagem para a Islândia
Documentação
- Passaporte válido. A regra do Espaço Schengen exige validade mínima de 3 meses após a data de saída, mas muitas companhias aéreas e operadoras pedem 6 meses — vale seguir a exigência maior.
- Seguro-viagem com cobertura médica mínima de 30 mil euros, valor de referência das regras do Espaço Schengen.
- Desde 2025, a entrada no Espaço Schengen passa pelo EES, sistema de registro biométrico (foto e impressões digitais) feito na imigração.
- A União Europeia prevê exigir no futuro o ETIAS, uma autorização eletrônica de viagem para brasileiros. Antes de viajar, confira a situação no site oficial do ETIAS e desconfie de sites não oficiais que cobram taxas extras.
O que levar na mala
- Roupas em camadas: segunda pele térmica, fleece ou casaco intermediário e jaqueta impermeável e corta-vento, mesmo no verão.
- Bota impermeável com boa aderência, gorro, luvas e cachecol.
- Roupa de banho: piscinas e lagoas geotérmicas fazem parte do dia a dia islandês.
- No verão, máscara de dormir, pois o céu fica claro durante a madrugada.
Transporte
- O aeroporto de Keflavík fica a cerca de 50 km de Reykjavik. Há ônibus regulares, táxis e transfers até a capital.
- Não há trens no país. As alternativas são carro alugado, excursões, ônibus regionais (com horários limitados fora do verão) e voos domésticos, como Reykjavik–Akureyri.
- Em postos de combustível automáticos, é comum o pagamento exigir cartão com senha (PIN).
Costumes e etiqueta
- Banho antes da piscina: nas piscinas públicas e lagoas geotérmicas, é obrigatório tomar banho sem roupa de banho no vestiário antes de entrar. A regra é levada a sério.
- Gorjetas não são esperadas, porque o serviço já está incluído nos preços.
- A água da torneira é potável e de ótima qualidade. Leve uma garrafinha e economize.
- Não pise no musgo que cobre os campos de lava: ele é frágil e demora muito para se recuperar.
Segurança
A Islândia é considerada um dos países mais seguros do mundo em relação à criminalidade. Os principais riscos estão ligados à natureza: clima, mar, geleiras e áreas geotérmicas. Respeite a sinalização e as orientações dos guias.
Combine a Islândia com outros destinos da Europa
Como não há voos diretos regulares entre o Brasil e a Islândia, a viagem normalmente inclui conexão em outra cidade europeia ou da América do Norte. Isso abre espaço para um circuito: uma viagem que conecta vários destinos em sequência, por terra ou por voos curtos. Montar um circuito costuma gerar economia, principalmente em destinos caros como a Islândia e os países nórdicos, porque você aproveita a mesma passagem internacional para conhecer mais lugares. O próprio roteiro pela Ring Road funciona como um circuito dentro do país, passando por várias regiões em uma única viagem. Veja as opções de circuitos pela Europa.
Informações gerais sobre a Islândia
| Capital | Reykjavik |
| Moeda | Coroa islandesa (ISK) |
| Idioma | Islandês. O inglês é amplamente falado, inclusive fora da capital. |
| Fuso horário | UTC+0 o ano todo, sem horário de verão (3 horas a mais em relação a Brasília). |
| Voltagem | 230 V, 50 Hz. Tomadas dos tipos C e F (dois pinos redondos). Leve um adaptador universal. |
| Principal aeroporto | Aeroporto Internacional de Keflavík (KEF) |
| Representação no Brasil | A Islândia não tem embaixada no Brasil: o país é atendido pela Embaixada da Islândia em Washington, e há cônsules honorários em São Paulo e no Rio de Janeiro. Veja também a página do Itamaraty sobre a Islândia. |
| Turismo oficial | Visit Iceland |
Pacotes de viagem para a Islândia
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